quarta-feira, 10 de julho de 2019

Dear Oprah

Cada vez menos tenho pessoas para desabafar, então, cara amiga, você vai me ver aqui mais e mais.
Minha neta fez um ano e meu genro quem a pega na creche e fica com ela até minha filha chegar.
Se minha filha tem que trabalhar até mais tarde, o cretino não dá jantar para a menina, só mamadeira.
Ela está com um ano e pesa 7.750 kg. Ou seja, peso de um bebê de 7 meses.
Minha neta, Vivi, adora comer, não é uma criança difícil, que rejeita comida.
Mas ela faz bagunça, faz sujeira, claro.
E ele não suporta então taca a mamadeira.
Outro que sofre lá é o cachorro.
Por que, meu Deus, por que alguém tem um cachorro se não tem tempo para levá-lo passear?
E o pior, ele é de porte médio quase grande, ou seja, é um cachorro que precisa gastar energia.
Por que eles não pegaram um pug, que é um cachorro que não precisa sair de casa?
Eu fico louca da vida.
Me dá uma tristeza imensa pela minha neta, pelo cachorro.
Minha filha fica me implorando para mudar para lá, mas eu não quero.
Não gosto de frio, não gosto de um lugar que o céu é cinza 70% do ano.
Eu gosto da minha vida do jeito que é.
Na verdade, eu adoro a minha vida do jeito que é.
Se é para mudar só quero mais dinheiro para poder viajar de classe executiva.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Dear Oprah

Eu não gosto de gente.
Não é que não goste de alguma pessoa em específico, não gosto de gente no geral.
Fico com raiva de dizer isso em voz alta porque pareço meu pai, mas infelizmente é verdade.
As pessoas de um modo geral querem que a gente seja como elas acham que é bom, elas não respeitam o livre-arbítrio de ninguém.
Se você não é e não age exatamente como elas esperam elas simplesmente te descartam.
Tantas coisas as pessoas que convivem comigo não sabem sobre mim, e não sabem porque não se dão ao trabalho de olhar, de perguntar, de se importar.
Não forço amizade, não tento ser agradável para que gostem de mim.
Já sai muito do meu caminho para ajudar os outros, para servir aos outros.
Hoje me reservo o direito de só fazer isso para pouquissimas pessoas.
Ninguém sabe do Natal e Reveillon que passei sozinha há uns anos, quando meus filhos tinham ido passar com os avós na França e minha mãe escolhido ficar com meu irmão e os amigos chiques dele que me dão engulhos.
Naquele ano eu me lembro de ter tomado um remédio pra dormir no dia 24, acordei dia 25 tomei banho, tomei café e outro remédio e fui fazendo assim até o dia 26.
Hoje eu não tenho remédio pra dormir, se tivesse faria a mesma coisa até segunda-feira.
Ninguém entende porque quando não tenho trabalho eu deprimo, mas a verdade é que se não tenho trabalho não tenho muito o que fazer.
Engraçado que até gente que eu achava que seria diferente não é.
Veja a Rose: havíamos combinado de sair ontem. Na semana passada, chovia a cântaros e ela não cancelou e fomos àquele lugar horrível, barulhento, aguentando o Jaime contando sempre as mesmas histórias.
Ontem saíriamos só nós duas e ela cancelou.
Eu entendo ela estar cansada, mas hoje ela está em Itapeva e eu estou sozinha.
A Tereza está com as filhas. A vida dela agora são as filhas e a turma da Selma.
Não a critico por isso. Se minha filha estivesse aqui minha vida seria ela e a Vivi.
A Sandra flutua entre os dois grupos feito uma borboleta.
Cá entre nós, ela também está certa.
Eu sei que sou chata. Não encho a cara, não curto pagode nem sertanejo nem Anitta.
Na verdade, Oprah, a única coisa além de trabalhar e curtir meus filhos que realmente gosto é de viajar.
Estou lendo um livro que se passa em New Orleans e me deu muita vontade de ir pra lá.
Ou pra uma praia.
Acho que hoje eu realmente iria pra praia e admito que não vou porque não quero gastar.
Sou um poço de contradição né?
Mas... não somos todos?

domingo, 25 de novembro de 2018

Dear Oprah

I was thinking about how some people only feel good when they make you feel bad.
When they treat like crap and make our lives miserable.
How some people just don't understand our boundaries and they cross it every time.
Why? Why is it so difficult to be nice? To respect? To accept?
Sometimes I want to cry but most of the times I just want to scream!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Dear Oprah

Eu amo meu genro.
Juro!
Mas tem horas que eu faria picadinho dele.
Se houvesse um medidor de gente sem noção ele certamente estaria entre os primeiros colocados.
Nunca imaginei que eu tendo casado com estrangeiro e sofrido na pele as dificuldades de conviver com pessoas de outra cultura, viveria isso novamente através da minha filha.
O parto da minha neta foi exatamente isso, um parto.
Não vou entrar em detalhes, mas ela foi admitida no hospital no dia 28, ficou sendo induzida por 72 horas, desistiram, mandaram para casa para descansar por 36 horas e depois começou tudo de novo para acabar em... cesariana.
Se tivessem me perguntado eu já saberia dizer que seria ncessário cesárea nas primeira 72 horas porque minha filha é minha cópia e foi o que aconteceu comigo.
Enfim...
Voltam para casa e começam minhas dores de cabeça com problemas como:
- Eles têm cachorro, até aí tudo bem, mas meu genro deixa o cachorro lamber a Viviane (minha neta)
- Os pais dele vem visitar e trazem a cachorrinha, uma pomerian mini. A mãe dele, primeiro não lava a mão para pegar na bebê, depois pega a bebê de um lado e a cachorra de outro e terceiro a cachorra entra no bebê conforto.
Quase surtei.
- Na maternidade as enfermeiras dizeram que não precisa de banho todo dia, então meu genro surta quando eu digo que banho todo dia relaxa a criança. Não precisa usar sabão todo dia, mas a água morna ajuda a dormir melhor.
Ontem a noite, minha filha cansada de brigar todo dia por isso não deu banho e foi a pior noite que tiveram desde que voltaram para casa.
- Hoje a mãe dele veio com uma amiga e eu fui rápida no gatilho - todo mundo lavando a mão já.
Ele olhou feio, nem ligo.
- Visita ao pediatra é outro assunto complicado - na primeira semana tiveram que ir várias vezes porque a Vivi estava com icterícia.
Aí foram na terça-feira dia 17 e a médica falou que ela estava ótima e marcou para 17 de setembro!!!!
Como assim não vai ter consulta todo mês?
Eu tenho vontade de urrar!
A Vivi está com cólicas.
Minha afilhada teve bebê em Maio e falou para a Marie dar Colic Calm que é um remédio homeopático que tem centenas de comentários elegiando na internet.
Meu genro fica - "Mas a médica não mandou."
É... cansativo.
Eu estou cheia de tentar ensinar as coisas e ele achar que eu exagero.
Tive dois filhos, estão aí, vivos, crescidos, saudáveis.
Acho que sei mais ou menos como cuidar de um bebê.
Posso não ser a mais esperta do mundo, mas tenho noções de higiene e de bom senso.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Dear Oprah

Hoje vou escrever em português porque já que você nunca vai ler e provavelmetne ninguém mais, eu pelo menos desabafo no meu próprio idioma.
Se eu que não sou famosa, não sou ninguém importante fico de saco cheio de gente sem noção que gruda em mim por achar que eu posso oferecer algo, imagino você.
Gente sem noção, gente que está falando mais que a boca e acaba falando merda e não percebe.
Gente sem medida.
Minha paciência para seres humanos está cada vez menor.

domingo, 25 de junho de 2017

Dear Oprah

I was watching your Sunday Soul and you were talking with a woman, I've never heard about her, who lost her husband from a heart attack and apparently she wrote a book about her experience.
Well, I lost my husband from a heart attack 21 years ago I can't say for sure if I will ever recover from that experience.
I was 38 years old. He was my best friend. He was the love of my life.
My son was 9 and my daughter was 7 and God, it was so so hard to raise them alone.
Now, as I've already told you, my children live in North America. My son in Canada and my daughter in the USA.
My daughter is pregnant and it's something wonderful and terrifying at the same time because I can't move to the USA and how am I suppose to live far from my grandchild?
I cant live in the USA with $1,500/month. How am I going to pay for Health Insurance?
What kind of job can I get being 60 years old?
My job as a translator allows me to have a good life here in Brazil where I don't pay rent because my mom left me this appartment (or half of it as my brother is entitled to the other half) and considering that I don't spend much I can live a well.
But if I move to the USA I'll need to earn more.
I don't want to live with my daughter. My son-in-law is an angel but it would be too hard for him and also I've been completely alone for 2 years now and I do love living my life by myself.
I love the freedom to go to bed anytime I want and waking up late or early.
I love being able to eat when I want, to go out without having to explain where I'm going or when I'm coming back.
So I think I'll have to live far from my grandchild and spend all my money on airplane tickets.
And I thank God for my health, for being able to work a lot to buy those tickets.
Anyway, I'm sure that God will find a way to always help me.
I used to be so anxious but now I've learned to put my life in God's hands and trust.
Love you Oprah.
Gisela

sábado, 3 de dezembro de 2016

Dear Oprah

I know I abandoned my blog.
I went to the USA and after that to Canada to visit my son.
It was good visiting them but I was also so weird.
My son erected a wall around him and it is as only his wife can get into his heart.
I feel really sorry for him but there's nothing I can do.
And then I came back home and I had a huge problem with one of the agencies I work for and, well, things are a little difficult on the money side.
As always when I don't have 3 tons of work I am depressed.
I don't have many friends, and I am always so lonely.